Delhi – 1 e 2 de março.

Após 29 horas de deslocamento desde a nossa saída, desembarcamos às 2h40min do dia 1° de Março no Indira Gandhi National Airport, edificação moderna e bem estruturada que responde pelo movimento aeroviário da cidade de Nova Delhi.

Seguimos para o hotel que havíamos reservado. Trânsito tranqüilo e rápido na madrugada… De manhã, após um café exótico, fomos desvendar Nova Delhi à bordo de um transporte típico, um Tuc-Tuc. Acompanhados de um motorista solicito, logo cruzamos com um segundo Tuc-Tuc e o outro motorista nos fez encostar, falou algo para o nosso motorista, e ambos passaram a tentar nos convencer de que não deveríamos ir ao local desejado, pois havia uma aglomeração de mais de 2000 pessoas e que estaria impossibilitada a visitação. Esta é uma tentativa comum, com intuito de levar os turistas a outros lugares, onde os motoristas podem ser remunerados, como shoppings, restaurantes, lojas etc… Nossa resposta foi: “Obrigado, mas mesmo assim vamos a este lugar ver esta aglomeração e tirar algumas fotos!”. Tentaram um pouco mais, disseram que nós não estávamos entendendo, tentando passar a impressão que se seguíssemos adiante seria inseguro… Mantivemos nossa posição e o motorista desistiu de tentar nos convencer. Chegamos lá como se nada tivesse acontecido, encontrando a atração turística sem nenhum problema…

Em meio ao trânsito desorganizado aos nossos olhos, tudo flui sem problemas. Buzinam o tempo todo como sinal de alerta, seta, passagem, sair, chegar, virar, retornar, transitar na contramão, etc… De fato não ficamos surpresos, talvez por já termos vivenciado este estilo na Tailândia e Vietnã.

Fomos em direção à Velha Delhi, e nossa primeira parada foi no poderoso símbolo da nacionalidade indiana, o Red Fort, onde foi hasteada pela primeira vez a bandeira nacional quando a Índia se tornou independente em 1947.

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Red Fort

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Red Fort

Andamos também pelos arredores da rua Chandni Chowk, considerada o coração da Velha Delhi, onde convivem atividades religiosas e comerciais. Em meados de 1600 foi o mais elegante bulevar, ladeado de lojas e mansões grandiosas. Hoje, pode se encontrar de tudo: comida, tecidos, jóias, especiarias, pratarias, etc. Muito tumultuado, velho e encardido. Pelo caminho, várias ofertas de Sari e olhares em nossa direção. A tática foi: fique atento e tudo fluirá com tranqüilidade.

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Mercado nas ruelas de Chandni Chowk.

Mercado nas ruelas de Chandni Chowk.

Visitamos o India Gate, monumento em homenagem aos soldados indianos que morreram na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Afegã.

India Gate

India Gate

No segundo dia, decidimos conhecer o metrô de Delhi, uma rede enorme. Entre uma e outra estação, percebemos que há detector de metais e equipamentos de raios-x e que todos os usuários passam por verificações antes de entrarem nas estações. Vimos que as mulheres sempre pareciam se dirigir para um ponto mais distante em uma das extremidades das plataformas. Não sabemos os motivos, mas elas viajam, preferencialmente, sempre no primeiro vagão… Apenas um vagão para as mulheres! Talvez esta definição seja para protegê-las, mas, aos nossos olhos, demonstra fortes traços de uma sociedade opressora.

Marmanjos de um lado...

Marmanjos de um lado…

Só pra elas...

Só pra elas…

A aventura de metrô nos levou até o Swaminarayan Akshardham, um grandioso e bem cuidado complexo religioso, maior templo hindu do mundo, construído com a ajuda de 3000 voluntários e 7000 artesãos e inaugurado em 2005. É grande a ênfase na segurança para quem deseja entrar: não é permitido portar câmeras fotográficas, celulares, MP3, Pen-drives ou comidas, por exemplo. Tudo é deixado em guarda-volumes e você é revistado intensamente antes de entrar.

O templo é ricamente detalhado e a composição dos arranjos internos e externos é magnífica. Apesar de não termos tirado fotos, vale muito ser visitado.

Acima dos muros do complexo do Swaminarayan Akshardham.

Acima dos muros do complexo do Swaminarayan Akshardham.

Caminhamos por uns 5km até outra atração, o Indraprastha Park, onde fomos fotografados por indianos que lá estavam, como se nós fôssemos algum tipo de atração. Retribuímos as fotos, fizemos outras e seguimos em frente, utilizando uma estação ferroviária para cruzar os trilhos de uma ferrovia.

Floricultor escoando sua produção...

Floricultor escoando sua produção…

Família indiana curtindo um parque na cidade.

Família indiana curtindo um parque na cidade.

Nossa última atração neste dia, a Tumba de Humayun, construída em 1565, exala serenidade e paz.

Monumento Tumba de Humayun.

Monumento Tumba de Humayun.

Tumba de Humayun.

Tumba de Humayun.

Tumba de Humayun.

Tumba de Humayun.

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2 respostas para Delhi – 1 e 2 de março.

  1. Jo disse:

    Viajei no texto e nas fotos! Bacana D+!

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