Agra – 03 e 04 de março.

Saímos de Delhi e fomos até as proximidades do aeroporto internacional para retirarmos o carro que havíamos reservado. Locadora bem simples, com escritório em área com ruas de terra e tudo mais. Atendimento 100%. Carrinho batidinho, amassadinho e tal… Considerando o trânsito indiano que vimos até agora, achamos mais interessante ter um carro mais velho e desgastado…

Dirigimos por algumas cidades menores, vimos aglomerações de pessoas em várias feiras ao ar livre. Passamos por áreas que aparentavam ser mais pobres, onde tinham animais, caminhões, bicicletas, tuc-tucs, tudo em movimento… Como já escrevemos, na Índia, oficialmente, os veículos trafegam pelo lado esquerdo, ou seja, mão inglesa. Mas não é bem assim na prática: sempre haverá algum veículo circulando ou pelo acostamento, ou mesmo no meio da pista, na contramão!

Depois de rodarmos uns 30km começou uma pista excepcionalmente boa e completamente vazia, com cobrança de pedágio equivalente a R$2,40.

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Yamuna Highway – Inacreditável estrada…

Logo passamos por um complexo esportivo gigantesco, um estádio bem moderno, o autódromo Buddh, onde acontecem as provas da fórmula 1, dentre outras fantásticas construções. Acreditamos que a estrada iria piorar logo depois deste complexo, mas não: foi assim até as proximidades de Agra, 180km depois, onde mais uma vez, nos deparamos com um enorme e desordenado movimento de animais e veículos de todos os tipos… Se não tivéssemos com o GPS funcionando, seria muito, muito difícil trafegar por aqui – valeu demais, Dante!

Agra é uma cidade que, aparentemente, funciona em função do turismo no Taj. É bastante conturbada, suja e com cheiro forte. Após nos instalarmos no hotel, soubemos que não seria mais possível entrar no Taj-Mahal naquele dia por causa do horário. Mas compramos os ingressos para o dia seguinte e fomos caminhar para ter uma idéia do que conseguiríamos ver nos arredores.

Parte de trás do Taj Mahal, na margem do Rio Yamuna.

Parte de trás do Taj Mahal, na margem do Rio Yamuna.

No dia seguinte, acordamos cedo e caminhamos até os portões da muralha que cerca o complexo do Taj-Mahal. Entramos por volta das 7h.

Por aqui, ouvimos uma história desta impressionante construção, que data do ano de 1643: o imperador mogul Shah Jahan decidiu erguer um monumento em homenagem à sua falecida esposa favorita. Ele teria contratado um renomado arquiteto e o incumbiu de criar algo sublime. Ao longo de 12 anos, cerca de 20 mil operários ergueram o que ainda hoje é descrito como “visão, sonho, poema, maravilha”. Depois de concluído, o imperador mandou chamar o seu projetista e o perguntou se ele seria capaz de projetar algo superior ao Taj Mahal. O tal projetista respondeu que sim. O imperador então mandou cegá-lo para garantir que nenhuma outra edificação superasse aquela criação. [Ouvimos e lemos também outras versões: Que há controvérsias até mesmo sobre o número de arquitetos responsáveis; quem foram; de onde vieram; alguém foi cegado com diamante; que além da visão, tiveram as mãos cortadas; etc.].

Portal que descortina o Taj Mahal.

Portal que descortina o Taj Mahal.

Eis o que sentimos:

Liana – Com certeza havia uma expectativa imensa para conhecer este monumento. Na noite anterior, quando andávamos pelos arredores do Taj, foi possível visualizá-lo pelos fundos e logo pensei: não é tão impressionante assim. No dia seguinte, quando nos aproximamos do portão que dá acesso ao monumento, foi possível vê-lo ao fundo, quando parei para registrar a imagem. Esta imagem daquele ponto já surpreendia. Neste momento, um turista que saía me disse: “Entre. Lá dentro, ele é maior ainda…”. Quando efetivamente cruzei o portão, não pude conter as lágrimas, o silencio inundou minha alma me deixando totalmente inerte diante daquela magnífica e deslumbrante obra. Definitivamente, até os momentos atuais, nada me impressionou e emocionou tanto quanto aquela visão. Entre o vai e vem de turistas, fiquei parada, apenas contemplando e agradecendo pela oportunidade de presenciar tamanha genialidade e capacidade do ser humano: primeiro pelo brilhantismo dos arquitetos e de todos os operários; e segundo pela expressão de amor que o monumento representa.

Fomos clicados por um Tailandês...

Fomos clicados por um Tailandês…

Sidnei – Pude ver uma porção da construção do Taj pelo portal da passagem que leva aos jardins. Havia algumas pessoas na frente, tudo tranqüilo e não dei muita bola. Percebi que seria somente passar pelo portal e eu teria a visão completa da edificação revestida de mármores brancos que se mostrava interessante. Porém depois de passar pelo portal, entrar nos jardins e captar a imagem do Taj Mahal, do chão coberto de vegetação e do céu azul, confesso que me emocionei. Não esperava nenhum impacto, mas foi isso que aconteceu. Foi surpreendente. Não pude deixar de perceber alguns detalhes que valorizam bastante a surpresa de quem adentra no complexo e se depara com o conjunto de contrastes arrebatadores. O(s) projetista(s) mandou(aram) muito bem! Primeiro, porque ele(s) colocou(aram) as costas de edificação na margem plana de um rio mais ou menos largo. O terreno onde o monumento foi erguido é elevado, criando um ângulo positivo à partir de qualquer outro local que se olhe para a edificação, acentuando a impressão de seu tamanho, pois estará acima da linha do horizonte. A cor branca cria um contraste fabuloso com o céu azul. Finalmente, os jardins são longos, rasos e contêm espelhos d’água em algumas partes, fazendo com que a perspectiva geral favoreça que os olhos do observador se dirijam para a construção grandiosa.

Eis o que vimos por lá:

Magnífico.

Magnífico.

Os indianos prestigiam bastante sua maior maravilha.

Os indianos prestigiam bastante sua maior maravilha.

Taj Mahal visto do Parque

Taj Mahal visto do Parque Mehtab Bagh.

Agra Fort

Imponentes fortificações de arenito vermelho, o Agra Fort é uma cidade murada que ocupa o topo de uma colina, na parte mais alta da cidade de Agra. Construído entre 1565 e 1573, abriga vários palacetes e áreas que serviam de residências reais.

Agra Fort.

Agra Fort.

Agra Fort.

Agra Fort.

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Uma resposta para Agra – 03 e 04 de março.

  1. Dante Borges disse:

    Continuo viajando com vocês pelos textos e fotos. E que bom que o GPS funcionou bem! Abraços! Dante

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